segunda-feira, 23 de março de 2009

Pedagogia da Autonomia - de Paulo Freire



Este pequeno-grande livro de bolso, com apenas 163 páginas. É um livro necessário a todo educador que se diz voltado para uma relação ensino > aprendizagem dos novos tempos, de interação e respeito à vida, à comunidade, e amor ao saber, aquele saber construído e transformado pela reflexão. Estou sempre relendo suas páginas, seu conteúdo reflexivo e amoroso sobre a prática do ensino.



Mestre Paulo Freire em 03 capítulos subdivididos em tópicos agradáveis de ler, com simplicidade, mas com mestria na exposição do seu pensamento, intenciona nos abrir os olhos para uma prática de ensino onde estão presentes sempre o humanismo, o respeito ao saber do outro, a interação professores e alunos, e a responsabilidade do educador como ser em constante movimento de aprimoramento pessoal e profissional, para levar a cabo uma prática voltada para a criticidade e respeito pela cultura que o cerca.



"Ensinar exige segurança, competência profissional, e generosidade" "Ensinar não é transferir conhecimento" "Ensinar exige curiosidade", com chamadas como estas, o mestre vai desenvolvendo esta obra que é um reflexo de sua vivência dedicada à educação, na lida com comunidades as mais diversas e carentes de uma educação que a verdadeira democracia deveria abordar e construir.

Um livro para todos, mas fundamental para professores.

Assistam ao video no YOUTUBE:
http://www.youtube.com/watch?v=YzURD6CgVs4


FONTE: ISTO É

Sobre o autor
Paulo Freire: educador reconhecido internacionalmente pelo método de alfabetização

Introdução
Paulo Régis Neves Freire, educador pernambucano, nasceu em 19/9/1921 na cidade do Recife. Foi alfabetizado pela mãe, que o ensina a escrever com pequenos galhos de árvore no quintal da casa da família. Com 10 anos de idade, a família mudou para a cidade de Jaboatão.

Biografia
Na adolescência começou a desenvolver um grande interesse pela língua portuguesa. Com 22 anos de idade, Paulo Freire começa a estudar Direito na Faculdade de Direito do Recife. Enquanto cursava a faculdade de direito, casou-se com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira. Com a esposa, tem teve cinco filhos e começou a lecionar no Colégio Oswaldo Cruz em Recife.

No ano de 1947 foi contratado para dirigir o departamento de educação e cultura do Sesi, onde entra em contato com a alfabetização de adultos. Em 1958 participa de um congresso educacional na cidade do Rio de Janeiro. Neste congresso, apresenta um trabalho importante sobre educação e princípios de alfabetização. De acordo com suas idéias, a alfabetização de adultos deve estar diretamente relacionada ao cotidiano do trabalhador. Desta forma, o adulto deve conhecer sua realidade para poder inserir-se de forma crítica e atuante na vida social e política.

No começo de 1964, foi convidado pelo presidente João Goulart para coordenar o Programa Nacional de Alfabetização. Logo após o golpe militar, o método de alfabetização de Paulo Freire foi considerado uma ameaça à ordem, pelos militares.Viveu no exílio no Chile e na Suíça, onde continuou produzindo conhecimento na área de educação. Sua principal obra, Pedagogia do Oprimido, foi lançada em 1969. Nela, Paulo Freire detalha seu método de alfabetização de adultos. Retornou ao Brasil no ano de 1979, após a Lei da Anistia.

Durante a prefeitura de Luiza Erundina, em São Paulo, exerceu o cargo de secretário municipal da Educação. Depois deste importante cargo, onde realizou um belo trabalho, começou a assessorar projetos culturais na América Latina e África. Morreu na cidade de São Paulo, de infarto, em 2/5/1997.

Obras do educador Paulo Freire:• A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 1961.
• Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Estudos Universitários – Revista de Cultura da Universidade do Recife. Número 4, 1963: 5-22.
• Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967.
• Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1970.
• Educação e mudança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979.
• A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982.
• A educação na cidade. São Paulo: Cortez Editora, 1991.
• Pedagogia da esperança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1992.
• Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993.
• Cartas a Cristina. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1974.
• À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995.
• Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997.
• Mudar é difícil, mas é possível (Palestra proferida no SESI de Pernambuco). Recife: CNI/SESI, 1997-b.
• Pedagogia da indignação. São Paulo: UNESP, 2000.
• Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez Editora, 2001

Fonte
www.novaescola.com.br

sábado, 14 de março de 2009

A Era dos Extremos >>> O breve século XX.

¨A destruição do passado - ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas - é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem.¨



Talvez o maior mérito do livro A era dos extremos de Hobsbawm seja transmitir uma forte impressão do tamanho da catástrofe humana que foi o século XX. Catástrofe em relação às mortandades gigantescas, sem equiparação possível com qualquer período histórico anterior. Catástrofe em relação à desvalorização do indivíduo, ao qual, durante longos momentos do século, foram negados todos os direitos humanos e civis, que haviam sido arduamente conquistados durante o ‘longo século’ precedente: 1789-1914.

Em Era dos extremos, o renomado historiador egípcio Eric Hobsbawm explica a trajetória da sociedade no período compreendido entre os anos 1914 e 1991. O título do livro remete às experiências verdadeiramente antagônicas que coexistiram no século XX.

A primeira metade do século foi marcada pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918), seguida pela Revolução Russa (1917), passando pelo momento mais negro do capitalismo mundial, a quebra da bolsa de Nova Iorque (1929), culminando na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), conflito que envolveu diretamente a quase totalidade dos países.

A partir do fim da Segunda G.M., conheceu-se uma nova ordem mundial, o mundo bipolarizado. As divisões das áreas geográficas de influência do bloco soviético e do bloco estadunidense foram institucionalizadas pelo tratado de Potsdam (1945), assinados por Truman, Stalin e Churchull, então chefes de estado dos EUA, União Soviética e Inglaterra, respectivamente. A esta parte de Era dos extremos faz parte também a corrida armamentista e tecnologica entre as duas potências antagônicas. A bipolaridade regeu as relações internacionais e o mundo conheceu uma verdadeira revolução científica e tecnológica, fomentada pela competição entre as economias comunista e capitalista.

A China passou por sua Revolução sob o comando de Mao Zedong, tornando-se uma nova potência comunista. Antes alinhada com o bloco soviético e, posteriormente, passando para a esfera de influência estadunidense, apos a cisão sino-soviética (1959).A ordem bipolar permaneceu até a queda do bloco soviético, incapaz de manter sua economia com os altos gastos provenientes da corrida armamentista.

Os momentos finais da ordem bipolar foram simbolizados pela queda do muro de Berlim (1989) e o fim da União Soviética (1991). A hegenomia capitalista passa a dominar o mundo de fins de século XX.

Em toda sua obra, Hobsbawm aborda, além dos grandes eventos históricos, a evolução dos costumes da sociedade, os movimentos culturais e também a trajetoria historica de paises chamados periféricos, na África e na América do Sul.

No final do livro, Hobsbawm descreve a crise da própria economia capitalista. Ao lado de muita informação importante, Hobsbawm tira algumas conclusões temerárias. Como, por exemplo: "O triunfalismo neoliberal não sobreviveu aos reveses do início dos anos 90". É muito otimismo de Hosbsbawm achar que o neoliberalismo se encontre abalado em virtude dos sofrimentos que esteja causando à humanidade a partir dos anos 80.

Infelizmente, a história não é um sistema de reflexos sociais perseguindo o caminho do menor sofrimento. Se fosse assim, não se teria conseguido descer aos abismos de repressão sanguinária atingidos durante o ‘breve século XX’.

Sem dúvida, é absolutamente verdadeira a exposição do que Hobsbawm considera uma depressão econômica comparável à dos anos 30, hoje se estendendo em graus diversos no mundo inteiro. Entretanto, Hobsbawm subestima a capacidade de cinismo dos economistas com acesso ao poder e à grande mídia. Para eles, o que está ocorrendo é apenas um processo "inevitável" de adaptação à "globalização econômica". O sofrimento dos seres humanos não é parâmetro de avaliação dos resultados das políticas decididas pelos clientes desses economistas. E vai continuar sendo assim, enquanto reações sociais de grande envergadura não obriguem os "formuladores de decisões" a reverem seus parâmetros.

Todas as ressalvas acima não impedem que o livro de Hobsbawm mereça ser lido com atenção. Vale um bom curso de História. Mas mesmo os melhores cursos de História têm lições que devem ser recebidas cum grano salis.

FONTE: http://www.vermelho.org.br

A solidez da modernidade

“É preciso ver o homem moderno com suas múltiplas ocupações, vivendo lá fora, devorado pela necessidade de conservar sua fortuna e aumentá-la, a inteligência tomada por problemas sempre renovados, a carne adormecida pela fadiga de sua batalha cotidiana, ele próprio transformado em pura engrenagem na gigantesca máquina social em plena atividade”. (Zola, 1999: 11)




Tudo que é sólido desmancha no ar
A sociedade burguesa, através de seu insaciável impulso de destruição e desenvolvimento e de sua necessidade de satisfazer às insaciáveis necessidades por ela criadas, produz inevitavelmente idéias e movimentos radicais que almejam destruí-la. Mas sua própria necessidade de desenvolvimento habilita-a a negar suas negações internas: ela se nutre e se revigora daquilo que se opõe, tornando-se mais forte em meio a pressões e crises do que em tepos de paz, transforma inimizade e detratores em aliados involuntários.

Marshall Berman



Da modernidade

Ao buscar uma contextualização para explicar resultados e experiências que obtivemos durante a pesquisa, deparamo-nos com a idéia de modernidade em turbilhão, desenvolvida por Marshall Berman em seu livro "Tudo que é Sólido Desmancha no Ar".

Fazendo de forma sutil uma sociologia do conhecimento, ele constata, através uma reinterpretação de autores clássicos, características importantes da modernidade. Estas podem ser bem ilustradas com as constatações de nossa pesquisa sobre a Internet.

Berman recorre durante seu livro a algo que podemos chamar de espírito da modernidade que, segundo ele, já é percebido por alguns pré-modernos como Rousseau. Esse espírito é caracterizado basicamente pelo clamor desenvolvimentista e revolucionário da sociedade moderna. Berman, ao contrário da maioria dos autores, não procura as bases econômicas ou histórico-factuais da vida atual, mas o processo que faz da modernidade algo diferente de fases anteriores da vida humana.

O desenvolvimento nesse caso pode ser traduzido simplesmente pela busca do novo e o que precisa ser analisado de forma minuciosa e crítica são as conseqüências e a forma como acontece este processo. Primeiramente pode-se destacar que o desenvolvimento constante da modernidade acontece de forma dialética, destruindo o antigo para construir o novo pois está dentro do antigo o germe de sua própria destruição. Esta é a caracterização mais simples do que é turbilhão moderno.

É decorrente dessa forma de desenvolvimento o fato da modernidade não conseguir conviver com o velho. Existe uma procura por extirpar do mundo tudo que não for moderno, ou seja, o espírito imperialista domina o homem moderno não permitindo a coexistência de outras formas de vida.

Max Weber, na Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, expõe as características do pensamento moderno baseado na noção de salvação pregada por Calvino. Segundo essa, o homem deve sempre buscar o melhor, ser um vencedor, ou nas próprias palavras do autor ter sucesso. Pelos olhos de Berman esta racionalidade "de sucesso" se encaixa perfeitamente no ideal desenvolvimentista, que é motor moderno.

O desenvolvimento constante juntamente com a destrutividade moderna causam um impacto sobre a vida do ser humano. O homem contemporâneo é atingido em suas certezas e nas premissas que utiliza para construir opiniões e seguranças. "Tudo que é sólido desmancha no ar" ou parece desmanchar no ar. Uma única certeza, meta, ou processo que aparenta permanecer desde o principio da modernidade é a evolução contínua, a busca da melhora ou de ser o vencedor.

A internet talvez seja o local onde podemos nos deparar com tal fenômeno de forma mais clara. As relações virtuais são, em comparação com as reais, muito mais efêmeras, vazias de significados e rápidas.

O processo com começo, meio e fim, parece se perder e passa a funcionar em função de uma interrupção sempre eminente. Um relacionamento sem conseqüências, sem promessas e obrigações e podem ser facilmente rompidos com um simples clicar de mouse.

A quantidade e a facilidade parecem suprir velhos problemas como o de fins dolorosos ou timidez inicial porém, traz a tona um novo problema: o da falta de consistência.

O anonimato, sempre presente em nossas discussões, quando se trata de internet e relações virtuais, protege a identidade, simplifica o relacionamento e dificulta a solidez.

Uma nova dúvida então se faz em relação ao homem: a solidez é apenas resquício de um passado remoto que estamos apenas terminando de destruir? de uma forma mais Foucaultiana, é um discurso caindo em desuso? Ou freudianamente, é uma necessidade intrínseca do homem ter certezas que o conduzem, como a família e a religião? Sem essas certezas uma crise tecnohumana surgirá como novo problema?

FONTE: Revista Espaço Acadêmico

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Professor combate uso precoce do computador


Para Valdemar Setzer, da USP, é preciso barrar a tecnologia na rotina das crianças



“Deixe as crianças serem infantis: não lhes permita o acesso a TV, joguinhos eletrônicos e computadores!” O alerta está no site do professor da Universidade de São Paulo (USP) Valdemar Setzer, de 64 anos. Titular do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP, ele defende que o computador seja utilizado somente a partir dos 17 anos. Mas admite que isso hoje é “meio utópico”.

Contra o Uso de Computadores por Crianças e Jovens é o título de um dos artigos de Setzer, doutor em engenharia. “Cheguei há muito tempo à conclusão de que o pensamento abstrato forçado pelo computador prejudica os jovens até 16, 17 anos, forçando-os a usarem uma linguagem e um tipo de pensamento que é totalmente inadequado para crianças e jovens antes de terem uma maturidade intelectual adequada.”

A Escola de Educação Infantil Jardim Michaelis, no Catete, zona sul do Rio, é a única na cidade a adotar a pedagogia Waldorf, introduzida pelo austríaco Rudolf Steiner em 1919, na Alemanha, que critica o uso precoce da tecnologia e é difundida no Brasil por especialistas como Setzer. Ali, não há computadores nem TV.

Os dias são preenchidos com atividades artísticas e artesanais. As crianças não usam uniformes, brincam com bonecos confeccionados por elas, sobem na árvore plantada por professores no quintal, ouvem em rodas histórias do folclore nacional, lancham só pratos naturais – feitos com a ajuda delas a partir de receitas dos pais – e fazem teatro de marionetes com cirandas e poesia. E não conhecem as músicas da Xuxa.

A Michaelis existe há 11 anos e tem hoje 22 crianças – de 2 a 6 anos – matriculadas. Todos os cargos – de diretores a secretárias – são preenchidos por professores ou pais de alunos, numa espécie de autogestão oficialmente sem fins lucrativos. A mensalidade custa R$ 530. A escola não alfabetiza – normalmente, isso ocorre aos 5 anos, mas a pedagogia Waldorf recomenda somente na 1.ª série do ensino fundamental.

“A base é deixar que a criança brinque por si, com o mínimo possível de estímulo externo. É importante que não haja interferência no desenvolvimento, o que não significa falta de limites, pautados sempre na autoridade amorosa do professor. Assim, elas podem criar recursos próprios”, diz a orientadora pedagógica da escola, Rosa Fantini.

Para a professora Nina Domingues, brinquedos manufaturados limitam a fantasia. Elas elogiam as idéias de Setzer. “Ele fala radicalmente da tendência de hoje de deixar a criança passiva. Nossa proposta é olhar a individualidade de cada uma e fazer com que desabroche. Por isso temos um grupo pequeno”, diz Rosa.

“A gente tenta preservá-las, mas não somos contra o computador e, sim, contra o uso precoce. É um pouco como se você tivesse tirando a saúde da criança ao exigir muita concentração. Também não usamos elementos da mídia, não tem Mickey nem Superpoderosas. Tem de equilibrar, isso limita a capacidade criativa”, afirma Nina. “O que o computador preenche de maneira mecânica, a gente tenta preencher de maneira humana. É difícil colocar que há seriedade, não é uma coisa inventada como tendência, mas temos uma linha pedagógica, baseada em Steiner. No início alguns pais acham esquisito, mas depois percebem que os filhos adquirem um brincar mais tranqüilo, fantasia maior e se sentem acolhidos.”

Setzer é categórico: “Não existe pesquisa científica que mostre os benefícios do uso do computador como ferramenta didática ou de lazer na infância. Você pensa que usa o computador, mas freqüentemente é ele que usa você. Em qualquer uso o computador força um raciocínio matemático restrito, lógico-simbólico, e o jovem tem de ter uma maturidade muito grande para se controlar.”

Ele diz que imaginação e criatividade não se medem. Portanto, é difícil para alguns acreditar nas teorias. Para Setzer, a dificuldade de aprendizado seria uma das conseqüências. “Quase todo mundo acha uma maravilha o filho usar o computador, mas não sabe que a aceleração da intelectualidade é altamente prejudicial.”

MARKETING
É quase um pregador no deserto. Atualmente, a maioria das escolas não só adota desde cedo o computador como tenta atrair alunos com o marketing do uso das máquinas. No Centro Educacional da Lagoa (CEL), na zona sul do Rio, por exemplo, com mil alunos matriculados no ensino fundamental, crianças de 3 anos já usam computadores nas salas.

“Preferimos que desde o jardim haja familiarização com as máquinas. Durante todo o ensino fundamental eles têm aulas formais de informática. É uma cadeira que é cobrada como aula formal a partir da C.A. (classe de alfabetização)”, afirma George Cardoso, diretor pedagógico do CEL. “O George (ele usa a terceira pessoa para se referir a si próprio) é capaz de concordar com essas idéias (de Setzer), mas temos de nos adaptar à sociedade em que vivemos. Se a escola ficar fora disso, está fora do tempo, vai prestar um desserviço à família. Mas é claro que a gente estimula o uso da biblioteca, que o computador não seja a coisa principal na vida delas.

A coordenadora psicopedagógica de educação infantil da Escola Sá Pereira, no Humaitá, zona sul, Paula Lacombe, adota o bom senso: “Não temos nada teorizado, a prática foi nos mostrando aos poucos. Usamos computadores só a partir da alfabetização e não para que a criança aprenda programas, mas como ferramenta de apoio às pesquisas.”

Para ela, a máquina não dá possibilidade de interação, e a escola prioriza atividades voltadas para o coletivo. “Não há nada mais limitador do que aprender sozinho, sem espaço de socialização, sem troca.” Paula diz que a escola ainda não definiu se deve manter laboratórios ou instalar computadores em algumas salas, apenas para facilitar pesquisas, nunca para aulas de informática. A discussão parece não ter fim.

Setzer não deixou os quatro filhos terem acesso a computadores na infância. Hoje, um deles, de 32 anos, é diretor da Oracle, uma das principais fabricantes de software do mundo. Para ele, isso prova que o acesso não precisa ser precoce para que o adulto use a máquina – até profissionalmente. “Sempre digo que, uma vez, um amigo comprou o computador mais potente para o filho. Tirou da caixa e ele nem quis saber da máquina. Preferiu brincar com a caixa.” Autor de Meios Eletrônicos e a Educação: uma Visão Alternativa (Ed. Escrituras), Setzer tem um site (www.ime.usp.br/~vwsetzer/) com seus artigos.

Leia mais>
http://www.google.com.br/books?id=A7Ioy4di3L8C&pg=PA168&dq=pedagogia+waldorf#PPA169,M1

sábado, 3 de janeiro de 2009

Cesta Básica do Livro


Comissão de Educação deve votar projeto que cria Cesta Básica do Livro




A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) reúne-se na próxima terça-feira (16), às 11h, quando deve votar o projeto de Cristovam Buarque que autoriza a criação, no Ministério da Educação, do programa Cesta Básica do Livro, com o intuito de garantir um acervo mínimo de livros às famílias de estudantes do ensino público fundamental e médio.

Pelo PLS 278/08, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a família com filhos entre 6 e 18 anos, cursando as escolas públicas, receberá dois livros de conteúdo literário, artístico ou científico a cada bimestre letivo. As obras serão escolhidas a partir de um catálogo a ser elaborado pelo ministério, com a aprovação da Câmara de Educação Básica, vinculada ao Conselho Nacional de Educação.

Na justificação do projeto, Cristovam Buarque argumenta que estudos recentes demonstram a diferença positiva do desempenho na escola de crianças que dispõem, em suas casas, de livros, revistas e jornais. Assim, observou, o Programa de Cesta Básica do Livro, "fornecendo dois bons exemplares às famílias" a cada bimestre letivo, terá um efeito positivo "para a criação de hábitos mais evoluídos de consumo, hoje reservados às classes médias da sociedade brasileira".

A proposta, que tramita na CE em decisão terminativa, recebeu voto favorável do relator, senador Marco Maciel (DEM-PE).

Consta ainda da pauta da CE o projeto de lei da Câmara (PLC 115/08) que institui o Estatuto de Museus. Relatado pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC), o projeto define o Sistema Brasileiro de Museus com a finalidade de promover a interação entre essas instituições, a disseminação de conhecimentos específicos no campo museológico e a gestão integrada, entre outros objetivos. Qualquer entidade poderá criar um museu, independentemente do regime jurídico, diz o texto.

Os museus, de acordo com a proposta, serão "as instituições sem fins lucrativos que conservam, investigam, comunicam, interpretam e expõem, para fins de preservação, estudo, pesquisa, educação, contemplação e turismo, conjuntos e coleções de valor histórico, artístico, científico, técnico ou de qualquer natureza cultural" e deverão ficar abertas ao público, a serviço da sociedade e do desenvolvimento. Deverão ainda elaborar um plano museológico, que defina sua missão básica e sua função específica na sociedade.

Também pode ser aprovado o projeto (PLS 179/08) que cria adicional por atividade de risco para os vigilantes de instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica. A preocupação do autor, senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), é com a crescente violência no ambiente universitário, que tem sido, cada vez mais, palco de atividades ilícitas, não apenas contra o patrimônio das instituições. Os seguranças, por sua vez, não podem portar armas nem efetuar prisões, com riscos à sua integridade física. A matéria é relatada pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP), que é favorável a sua aprovação.

Outra proposição em análise é a que institui o Dia Nacional do Sistema Braile, em 8 de abril, data do nascimento de José Álvares de Azevedo, que inseriu o sistema no Brasil na década de 1850. A proposta é de autoria do senador Flávio Arns (PT-PR).

A CE vota, ainda, requerimento de audiência pública, apresentado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), sobre a Timemania. São convidados para a audiência os ministros dos Esportes, Orlando Silva, e da Previdência Social, José Pimentel; a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho; o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira; o presidente do Clube dos 13, Fabio Koff; e o presidente da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos, Aderson

FONTE Agência do Senado

A Revolução na Educação



Cristovam: 'Revolução da educação é pautada em três padrões'

Disse que a revolução da educação deve estar pautada em três padrões: bons salários para professores, educação e equipamentos e padrão de conteúdo. Ao ser questionado pela colunista Cora Rónai sobre a construção de novas escolas e a disputa das crianças entre a escola e o tráfico, Cristovam respondeu que é preciso, além de construir 30 mil novas escolas dar incentivos às famílias, como o Poupança-Escola, que visa depositar R$ 100 na conta de cada criança que passa de ano. Cristovam também disse que hoje existem 90 mil escolas precisando de reformas.

- Claro que sempre haverá perda para o crime, mas não por falta de oportunidade, de escolas. E mesmo assim serão poucos. Por isso defendo a federalização da educação, com responsabilidade da União, mas não gerenciamento da União.

Brasil x Educação


Assista ao video e aproveite a informação




> Divida com seus amigos e passa em sua sal de aula, precisamos mudar nosso País:

http://br.youtube.com/watch?v=QhJAOBUl5Qc&feature=related